“Pegue isto que digo”, poesia de Guilherme Gontijo Flores, para o Coletivo Práxis.

Pegue isto que digo
(eu sei, escapa),
pegue isto que dito
pela culatra,
pegue isto que, dito,
ainda grava
na pele que irrito,
isto que rasga
tudo quanto é inscrito
e quanto escapa,
pegue isto que cito
como uma marca
d’água no olho aflito,
que se desata
entre sangue e grito,
o que te vara
toda vez que insisto:
isto que mata.

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